7 lições que aprendi morando no exterior

Morar no exterior

Alguns acontecimentos marcam nossas vidas e nos fazem repensar conceitos e valores. Morar no exterior tem esse efeito. A distância do nosso mundinho habitual mexe com a gente, amplia nossa visão e nos faz refletir.

Que estilo de vida queremos?

Quais são nossas prioridades?

Qual é o real valor das coisas?

Trocar o Brasil pela Espanha me ensinou muito. Aprendi a valorizar o que realmente tem importância e a aproveitar mais cada momento da vida.

Morar fora também me converteu em uma pessoa mais focada e talvez mais séria. Acho que pela distância da família e a necessidade de “me virar”. 

Desde 2008 buscando aprender

Desde 2008 Madri é meu canto. Tenho aprendido muito e tentei resumir nesse post as 7 lições que aprendi morando no exterior.

São aprendizados que levarei pra vida toda…

1: Não há certezas na vida

Quando decidi me mudar pra Madrid, muitos me diziam que eu estava louca. Eu iria deixar um trabalho estável, uma equipe de 8 pessoas, minha família… pra recomeçar do outro lado do oceano.

8 anos depois sigo pensando da mesma forma: não há certezas na vida, tudo muda.

Eu tinha um sonho que era morar no exterior e tinha duas opções: me esconder na “estabilidade” da vida ou buscar formas de converter meus planos em realidade.

2: Saber dar tempo e ter paciência (mesmo quando a gente não quer)

Eu tenho pressa. Pressa de fazer e acontecer. Não é do meu perfil esperar… Mas morar no exterior faz a gente revisar conceitos e expectativas.

Ao mudar de país, a vida tem uma espécie de corte, de recomeço.

As amizades precisam começar do zero, tarefas do dia a dia precisam ser reaprendidas, a família já não está por perto. Nem tudo é tão rápido quanto a gente gostaria.

É preciso dar tempo ao destino e oferecer paciência às nossas exigências até que as coisas se encaixem de um modo que tenha sentido pra gente.

3: Ter olhos de turista é a melhor forma de aproveitar o cotidiano

Chegar a uma nova cidade traz um presente especial: tudo é novidade. E vivemos como turistas com uma surpresa a cada esquina.

Exploramos as ruas, estudamos a arquitetura dos edifícios, tentamos entender os costumes locais, visitamos parques e museus com um olhar curioso.

E essa curiosidade traz pra o cotidiano uma forma muito mais interessante de encarar a vida.

4: Ter a mente aberta

O que é valorizado numa cultura pode ser ignorado em outra. O que é importante pra nossos amigos brasileiros pode ser irrelevante em nosso novo contexto.

E isso é muito bom!! Muito bom pra perceber que o valor das coisas é relativo.

Unhas pintadas é quase obrigação pras mulheres brasileiras, mas não é tão importante pras espanholas. Ter carro no Brasil diz muito de você. Em Madrid, não tem muita importância.

Na capital espanhola eu tenho a chance de conviver com diferentes nacionalidades, o que me abre a mente pra ver o mundo desde diferentes perspectivas.

5: Estrangeiro é estrangeiro e sempre será

E isso não precisa ser algo negativo. Mas deve ser aceito e aproveitado.

Acho que nós seres humanos precisamos etiquetar e classificar as coisas pra entendê-las melhor. E a primeira etiqueta que colocam na gente no exterior é muito fácil: estrangeiro. Depois virão as outras… estado civil, profissão, filhos, etc.

Porém, as etiquetas são apenas avaliações iniciais. O que importa mesmo é a marca que deixamos em cada uma das pessoas que conhecemos. E a nacionalidade não importa ;)

6: Contar comigo mesma

Ter apoio é bom e facilita nossa vida. Mas quando moramos em outro país devemos ser conscientes de que nós mesmos somos a base da nossa vida. A família está longe e os amigos são recentes.

Depender de outros ou esperar que as oportunidades caiam do céu é uma fonte de frustração.

Temos uma grande capacidade de realização e de adaptação. Morar fora do Brasil é uma oportunidade pra se dar conta desse poder que todos temos.

7: Confiar no meu instinto

Sabe aquela voz interior? A minha sempre me deu bons conselhos. Eu costumo ter uma grande capacidade de percepção do contexto e das pessoas ao meu redor. Mas por um tempo calei essa voz interior… deixei de escutá-la.

Até que me dei conta que era importante me ouvir e confiar nesse tal de sexto sentido. Atualmente me escuto muito e tiro proveito dessa minha sensibilidade tão poderosa.

Você também mora no exterior?

Qual foi a principal lição que você aprendeu?

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